Pedro Silva
Carinhos pelas letras…
*Pedro Silva
Tal como o seu sobrenome indicia, Rosa
T. Bonini é descendente de italianos, tendo os seus progenitores acabado
por fixar-se na zona de São Paulo. Foi nesta área geográfica que
se formou na qualidade de Técnica de Educação, privilegiando sempre
o campo académico, a transmissão do conhecimento e o contacto com
a juventude. Isso mesmo revela-se na sua obra literária, vasta e de
qualidade. Se alguma selecção pode ser efectuada, então vejamos como
dois títulos parecem sobrepor-se no seu currículo, ambos da Editora
STS de São Paulo e dentro da área mais esotérica:
“A misteriosa rainha de Sabá”
(2003, 87 pp.)
“As Guerreiras do Vale do Sol”
(1997, 78 pp.)
Márcio António Blanco Cava, de seu
nome completo, tornou-se, durante a sexta série escolar, em Márcio
ABC, nome literário e de vida que o tem acompanhado até hoje, nascido
que foi em 1964. Em 82 deu os primeiros passos no jornalismo, área
que tem sido a sua principal, tendo passado por locais tão distintos
quanto o jornal O Folheto, O Imparcial, Lins Rádio Clube, Diário de
Bauru ou TV Modelo. Porém, é com o livro “Parabala” (Scortecci,
2002, 286 pp.) que tivemos conhecimento com a sua pessoa literária
e é esse o principal destaque que aqui pretendemos fazer a este profissional
da comunicação social em toda a sua amplitude.
É, no mínimo, enternecedor a forma
como centenas de homens e mulheres se dedicam, diariamente, à literatura,
cuidando das suas páginas pessoais, onde divulgam seus textos e de
colegas de actividade, a par de um diálogo contínuo e fraterno entre
poetas, prosadores e demais intervenientes da cultura. Este é o caso,
também, de Herbert Hette, cuja obra “Pétalas de Crepom”
(Edição de autor, 92 pp.) que reúnem um total de vinte de dois contos,
todos tocantes e agradáveis de ler a habitantes de qualquer zona do
planeta. É assim igualmente este escritor mineiro – personalidade
cativante e amabilidade constante.
Rudney Otto Pfützenreuter é um autor
já consagrado, com sete títulos lançados, e todos com grande aceitação
da parte dos leitores. Tendo, como profissão, a advocacia, Rudney Otto
acabou por, com o tempo, deixar o chamado bicho literário apoderar-se
do seu ser e, ao longo dos anos, com início em 1990, os títulos foram
sendo dados ao escaparate. Da nossa parte, destacamos “Encontros”
(Editora Insular, 2000, 174 pp.) e “O Casarão da ilha”
(CLC Editora, 2004, 204 pp.) tendo, este último, como pano de fundo,
a ilha de Santa Catarina, mais concretamente Florianópolis, e o seu
povo acolhedor. Um magnífico cartão de visita do belo Brasil.
Se o mediatismo surgiu através dos
seus livros, Maria Ida Bachega Bolçone é, igualmente, uma reputada
Professora de Biologia. Essa importante conjugação faz com que a educadora
se confunda com a escritora, levando a que a sua apetência natural
sejam os trabalhos para jovens. Um desses casos é “A vida ensinou”
(EME Editora, 2002, 134 pp.) que atingiu a extraordinária marca de
sete edições. São contos belíssimos aqueles que podemos ler neste
seu trabalho, relembrando a sua infância e pequenos pormenores da natureza
a que não é alheio o facto dos seus estudos académicos versarem a
biologia.
Nascido na zona de São Paulo em 1951,
Glauco Mattoso, o famoso poeta, ensaísta, colunista, letrista, etc,
nasceu Pedro José Ferreira da Silva. Tendo cursado sociologia e política,
Glauco é um autor de extraordinários recursos estilísticos, recorrendo
a diversas áreas da literatura, assim como toda uma multidão de jornais
e veículos da Internet. Enfim, o autor é alguém que tem conseguido
distinguir-se dos demais por um currículo impressionante. Entre o rol
de livros, vejamos como “Panaceia: sonetos colaterais”
(Nankin Editorial, 2000, 110 pp.) se destaca, a nosso ver, com excertos
como: “Da Terra cidadão, mas Brasileiro./ Da Pátria amada ufano,
mas Paulista. / Isento Bandeirante, mas bairrista. / Quiçá cosmopolita,
mas caseiro.”
* Escritor – Tomar
- Portugal
E-mail:
ps77@aeiou.pt
- JSO: 24 de junho de
2007