Pedro Silva
E porque não…
ler
*Pedro Silva
Natural da belíssima zona de Porto
Alegre (Brasil) e com data de nascimento fixada em Abril de 1965, Luís
Dill é um exemplo perfeito de alguém que, sendo jovem, tem dedicado
toda a vida à cultura, mormente à escrita. Isso pode denotar-se pelo
facto de ser Produtor da Rádio FM Cultura, um espaço magnífico de
divulgação cultural, tendo colaborações dispersas por rádio e jornal
e, naturalmente, um somatório de doze livros lançados até ao presente
momento. A sua obra “Lâmina cega” (WS Editor, 2004, 79 pp.),
já em 2ª edição, como o próprio nome parece indiciar é um policial.
O espaço físico onde decorre a acção é Porto Alegre, zona que o
autor bem conhece, e o personagem principal é Carlos Alberto um jovem.
Um livro intenso.
Apesar natural de São Paulo, Maria
de Lourdes Garcia Prata (mais conhecida, simplesmente, por Lola Prata”
radicou-se, desde 1974, em Bragança Paulista local a partir do qual
tem espalhado cultura, destacando-se sete livros publicados, setenta
prémios literários e culturais e setecentos artigos de sua autoria,
em locais como A Voz de Bragança, A Tribuna de Santos ou Jornal Interativo.
Tivemos acesso à leitura de dois livros de sua autoria, que aqui entendemos
deixar como de leitura essencial:
“O Imperador está chegando”
(1999, 120 pp.)
“Um buquê para você!”
(João Scortecci Editora, 1997, 81 pp.) neste caso um livro no campo
da poesia.
De origem europeia, a família de Pessach
Saitovitch Grinspun acabou por nascer no Rio de Janeiro, em 1964, daí
que hoje em dia este autor carioca espalhe a sua veia literária pela
grande nação brasileira. Até ao momento, de acordo com aquilo que
sabemos, Pessach apenas lançou uma obra, exactamente esta que tivemos
oportunidade de ler, intitulada “Rádio DWO, Esportes e só”
(Edição de autor, 2002, 130 pp.). Aqui, o relato aborda um rabino
puro e idealista que decide divulgar a sua crença nas ondas da rádio.
Porém, esta não é uma rádio qualquer, mais sim um local excêntrico
onde irá conhecer personagens diferentes do comum. Está assim dado
o ponto de partida para uma leitura altamente contagiante.
Sejamos coerentes: as obras da escritora
Isabel Ricardo Amaral são de qualidade literária extraordinária.
Isso leva a que nos tenhamos, desde que pela primeira vez lemos uma
primeira obra de sua autoria, pela sua escrita. Os lançamentos sucedem-se,
sempre com grande sucesso e aqui queríamos dar a conhecer um título
mais antigo, no caso “Sofia Gama e a Profecia do Templário”
(Impala, 2003, 320 pp.), que, até pelo próprio nome, podemos perceber
tratar-se de uma obra que aborda a temática da Ordem do Templo incluída
na colecção da personagem Sofia Gama. Magnífico!
Apesar de muito jovem (nascido no ano
de 1972) Leonardo Brasiliense já é, sem sombra de dúvida, um nome
incontornável no panorama literário do Brasil. E esta nossa convicção
é generalizada, atendendo aos inúmeros elogios à sua obra. Na verdade,
após a sua formação como Psicanalista, Leonardo tem procurado dar
asas à imaginação, resultando num conjunto de obras belíssimas (quatro
até ao momento), assim como a uma intensa colaboração em jornais
e revistas (sem esquecer, obviamente, as publicações online
que hoje em dia ocupam espaço fundamental na divulgação de autores).
A nossa leitura recaiu em “Desatino” (Editora Sulina, 2002,
107 pp.), um livro de contos onde podemos extrair o seguinte trecho:
“A bem da verdade, a estória até não seria esta exata. De todo
modo, é o que se sabe, ou ao menos o que se lembra, passado pelas bocas
e ouvidos de não imagino quantos antes de quem me contou. Por isso,
não dei esforço em alterar os nomes, o que já se deve ter feito na
cadeia narrativa, seja por pudor, seja apenas por atrapalhação, como
no jogo do cochicho, no qual a mensagem ouvida ao fim pode ser o inverso
da falada no início, mais valeram as cócegas na orelha”
* Escritor – Tomar
- Portugal
E-mail:
ps77@aeiou.pt
- JSO: 08 de julho de
2007