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CLÁUDIO DAMIÃO

Cláudio Damião
Cláudio Damião

Para onde vai a taxa de incêndio?

*Cláudio Damião Santos Pereira

Todo ano é aquele sufoco: pagamento de IPTU, IPVA... e por aí vai. A lista é sempre maior do que o nosso orçamento. Para completar, daí a pouco chega a cobrança da taxa de incêndio. Uma aberração criada pelo governo do estado para sugar a nossa grana. Para onde vão os recursos, não se sabe ao certo. Como sempre, cria-se o encargo para o cidadão pagar, sem a devida e merecida explicação. Com isso financiamos um estado pessimamente administrado, corrupto e ineficiente. Com práticas clientelistas. Um saco sem fundo de problemas.
Com a arrecadação e utilização dos recursos da taxa de incêndio, que compõem o Fundesbom – Fundo Especial do Corpo de Bombeiros, não é diferente. O governo do estado, no ano passado, mudou a legislação que regula a utilização dos recursos do Fundo. Com isso, várias denúncias deram conta de que o dinheiro estava sendo desviado para a construção de centros sociais, quadras esportivas e até para a construção de uma ponte e a contenção de encosta. Ou seja, perdeu-se a finalidade para a qual o fundo foi criado.
Vale ressaltar que a arrecadação com a taxa de incêndio cresceu mais de 300% em seis anos, passando de R$ 16 milhões para quase R$ 70 milhões. Os recursos deveriam ser utilizados para a melhoria da prestação dos serviços à coletividade, bem como para ações preventivas. Mas, como sabemos, não é o que ocorre.
É indiscutível a importância do Corpo de Bombeiros para a sociedade. Não é contra ele que me ponho. Acredito que esta taxa sequer sirva para melhorar o soldo dos corajosos soldados do fogo. No entanto, não dá para concordar que se criem taxas e mais taxas para financiar o estado. Daí a pouco será legítimo pagarmos taxas extras para a manutenção da estrutura jurídica, de arrecadação de tributos, de segurança, etc... Se bem que já andaram falando em criar uma taxa para custear a segurança, com o argumento da necessidade de conter a violência que assola o Estado do Rio. Não será novidade se este projeto entrar em discussão e votação na Alerj.
Se os recursos oriundos da taxa de incêndio são desviados da sua finalidade, poderíamos  então supor que não há mais necessidade de se equipar as unidades do corpo de bombeiros espalhadas por todo o estado; e que a sua cobrança é um engodo. E que, por conseguinte, poderiam ser drasticamente reduzidos os valores cobrados. Ou definitivamente extinta a cobrança.
Eu, por exemplo, me recuso a pagar, por considerá-la absurda. Assim como muitos outros fluminenses.
Gostaria de sugerir aos nossos deputados estaduais dedicassem alguma atenção a este tema, acabando com esta cobrança absurda, para o bem da população do nosso estado.

*Presidente do Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo
E-mail:
claudiodamiao@pop.com.br

- JSO: 08 de junho de 2007









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