Queda do PIB fica abaixo da esperada
O comportamento da economia brasileira surpreendeu no primeiro trimestre, ao declinar menos do que o previsto por economistas, embora tenha confirmado que o País está mesmo em recessão, já que foi o segundo período consecutivo de três meses a apresentar resultado negativo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em relação ao quarto trimestre o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,8% e ante igual intervalo do ano passado teve retração de 1,8%. O consumo das famílias voltou a crescer (0,7%) na comparação com o trimestre imediatamente anterior e o consumo do governo também se expandiu, em 0,6%. Os destaques negativos nos dados divulgados ficaram por conta da indústria - que caiu 3,1% nos primeiros três meses de 2009 em relação ao último trimestre de 2008 e despencou 9,3% no confronto com período equivalente do ano passado - e dos investimentos Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Péssimo sinal para a economia, a FBCF diminuiu 12,6% de um trimestre para o outro e 14% quando comparada aos três primeiros meses de 2008. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, comemorou o fato de o desempenho do PIB ter sido melhor que o projetado, mas reconheceu que a queda nos investimentos "foi muito violenta". "Nós tivemos um crescimento do investimento de 14% em 2008. Então, é uma reversão ruim, bem negativa." Para garantir o crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 previsto oficialmente pelo governo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que será preciso mais redução das taxas de juros e novas medidas fiscais anticíclicas, que estimulam o crescimento econômico, como é caso de redução de impostos.
-JSO: 10 de junho de 2009
