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EFS: OS ENCONTROS DA FAMÍLIA SPITZ


II Encontro da família Spitz – Lumiar 2003

Os Spitz são uma importante e numerosa família, de origem suíça, presente em várias cidades no estado do Rio de Janeiro, concentrada no município de Nova Friburgo, mas também espalhada por diversos estados como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Mato Grosso, dentre outros.
Apesar disso, a Família Spitz ainda não havia se organizado o suficiente na forma de encontros anuais – os parentes viam-se esporadicamente, por ocasião de aniversários, casamentos, velórios etc. Faltava ainda um elemento que reunisse todos os parentes, em um momento de confraternização e amizade.
Em 2001, o I Encontro da Família Spitz – ou I EFS – foi tomando forma: seguindo o exemplo de inúmeras outras famílias pelo Brasil afora, os Spitz marcaram seu primeiro encontro para o dia 20 de abril de 2002 (sábado). Organizado pela prima Marinilce Spitz Sodré e suas filhas, Luciana e Samantha Sodré Spitz Brito, sua realização precisou de inúmeros esforços, como uma rápida pesquisa de uma árvore genealógica com mais de dois mil nomes, a localização de parentes mais distantes, a criação de uma programação para o evento etc. O Site da Família Spitz também surgiu neste contexto, com o objetivo de informar os parentes sobre a realização do I EFS e congregá-los.
O local escolhido para a realização dos EFS foi o distrito friburguense de Lumiar, por ser considerado berço da Família Spitz no Brasil, onde o patriarca Spitz fincou suas raízes e onde nasceram seus filhos, os primeiros Spitz brasileiros. Sucesso entre os primos, o I EFS contou com a presença de aproximadamente 300 pessoas, entre parentes e amigos, que aproveitaram a ocasião para rever entes queridos e fazer novos amigos.
Em 2003 foi realizado o II Encontro da Família Spitz, nos dias 26 e 27 de abril (sábado e domingo), com a participação de cerca de 250 pessoas.
O encontro consiste em solenidade de abertura, almoço de confraternização, bingo, futebol entre os primos e forró à noite, na Praça Carlos Maria Marchon, em Lumiar. Além da festa, a Comissão de Organização dos EFS procura também exercer seu papel social, arrecadando entre os primos alimentos não-perecíveis para doação – nos dois primeiros encontros, a entidade beneficiada foi o Lar Abrigo Amor a Jesus (LAJE), localizado no bairro de Lagoinha, em Nova Friburgo, que cuida de idosos carentes.
Em votação realizada durante o II EFS, abril foi escolhido como mês fixo para a realização dos encontros da família, e também ficou decidido que estes deveriam ser realizados a cada dois anos.
O objetivo maior dos Encontros da Família Spitz foi cumprido: a confraternização entre os familiares. E isso só foi possível graças à participação de todos os parentes, que fazem dos EFS um momento de muita alegria e diversão, contribuindo para que os encontros sejam sempre um sucesso.
Programação do III Encontro da Família Spitz -III EFS
O III encontro da Família Spitz (III EFS) será realizado no dia 22 de abril de 2006 – sábado, a partir das 10 horas no Galpão da Ação Rural de Lumiar - Rua Guilherme Henrique Spitz, s/n – Lumiar – 5º Distrito do município de Nova Friburgo – RJ.
Programação:
10h – Solenidade de abertura do III EFS
12h – Almoço
14h – Foto oficial do III EFS com os parentes
14h30 – Bingo
20h – Forró com o grupo Trio da Serra – entrada gratuita e aberta ao público em geral

A origem dos Spitz e a família no Brasil
A história dos Spitz remonta ao século XI d.C., início do período medieval, na região da Bavária, onde é hoje a Alemanha. A economia era predominantemente rural e de subsistência, ou seja, para o próprio consumo. Nessa época Guilherm Von Spitz, fidalgo abastado também conhecido por Guilherme Spitz, filho do nobre germânico Jacob Von Spitz, teria se deslocado para a região da Suíça. Levou consigo família e empregados, com o fim de povoar aquela região. Guilherme Spitz seria, dessa forma, origem comum a todos os Spitz, sejam eles alemães ou suíços.
Já a origem do patriarca da Família Spitz permanece misteriosa. Ainda não foram encontrados documentos de Walther Franz Spitz, nem mesmo de imigração, já que ele veio para o Brasil entre 1843 e 1874, período de lacuna histórica do qual o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro não tem os registros de imigração (foram perdidos com umidade, má conservação etc.). Além disso, Walther viveu e faleceu antes da Lei de Registros de 1890, o que dificulta a existência de documentos em seu nome.
As poucas informações que se tem sobre Walther Spitz são aquelas transmitidas geração após geração, através de seus descendentes. Imigrante do século XIX, lavrador, casou-se com uma suíço-brasileira (Emília Ducraux, filha dos colonos suíços Henri Auguste Ducraux e Isabel Stoller). Tiveram cinco filhos, considerados os cinco ramos da Família Spitz: Guilherme Henrique (1863), Maria Carolina (1864), Maria Luiza Jacyntha (1865), Pedro Luiz (1869) e Manoel Francisco (1876).
Os cinco filhos de Walther Spitz e os centenas de descendentes Brasil afora – no estado do Rio de Janeiro, espalhados na capital, Niterói, Grande Rio, Região Serrana, Região dos Lagos e Baixada Litorânea; em outros estados, como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso etc.; e até mesmo em outros países – continuam escrevendo e reescrevendo a história desta família. Médicos, advogados, jornalistas, professores, políticos, administradores, profissionais liberais, comerciantes, pesquisadores, enfim, uma diversidade incrível de pessoas que fizeram e continuam a fazer a história onde os Spitz vivem.

*Luciana Spitz - Jornalista / Historiadora

Entrevista com Dirceu Spitz



O Jornal Serrano procurou Dirceu Spitz na tarde do dia 26 de março, em sua residência em Lumiar, para homenageá-lo no dia de seu 80º aniversário. Dirceu Spitz é um dos mais idosos remanescestes do núcleo da família Sptiz na região.
Dirceu Spitz resumidamente relatou de sua memória a história recente de sua família e a sua vinda para Lumiar, e um pouco de sua própria história pessoal.
Sabe-se que o vereador Dirceu Sptiz, herdou a veia política do pai, o vereador Eugênio Guilherme Spitz, tendo se candidatado pela 1ª vez em 1967 e tendo sido eleito naquele ano pelo MDB, época em que o prefeito de Nova Friburgo era Amâncio Mário de Azevedo. Buscou sempre melhorias para o distrito de Lumiar, melhoria das escolas, pontes e o asfaltamento da estrada RJ-142 (trecho Mury-Lumiar), etc.
Durante 26 anos representou a comunidade, até deixar a vida política ao perder as eleições de 2000. Hoje é viúvo, cinco filhos, está aposentado como fiscal do IDR e mantém residências em Lumiar e na cidade de Nova Friburgo, onde passa a maior parte do tempo em companhia de seus parentes mais próximos.
Logo após encerrar essa entrevista nos disse que seguiria para a cidade de Nova Friburgo sozinho e de ônibus, onde era aguardado por familiares para festejar seu aniversario. Jornal Serrano: - Nos conte um pouco de como o ramo da família Spitz, ao qual pertence, chegou a Lumiar?
Dirceu Sptpiz: - Meu pai, Eugênio Guilherme Spitz, nasceu em Barra Alegre (município de Bom Jardim - RJ) e veio para Lumiar já casado com Francisca Amélia Benvenuti Spitz , também filha de colonos italianos da região de Bom Jardim. Era o auge do “Ciclo do Café”. Tínhamos adquirido algumas posses, frutos de nossas atividades como agricultores e comerciantes de café. Viemos para Lumiar e negociamos a compra de terras com Carlos Maria Marchon, proprietário dessas terras, onde hoje está o centro urbano de Lumiar. Minha família comprou cerca de 12 “alqueires” por 20 “contos”. Naquela ocasião a minha família se sustentava da agricultura. Conheci Heródoto Bento de Mello e sua família, ainda quando funcionário do DNER, trabalhando no município de Nova Friburgo. Heródoto me convidou a trabalhar com ele no DNER. Junto com ele abrimos muitas das atuais estradas que ai estão e outras que cortam o município de Nova Friburgo, inclusive trechos da atual RJ-142 que chamamos de “Estrada Serramar”, de Casemiro de Abreu até Mury. Minha família continuava a plantar café e chegamos a colher cerca de 150 “arrobas” por safra. Junto com a família de Moacyr Alves da Costa chegamos a processar este café e o vender, já em pó, pronto para consumo final em toda a região.
JS: - Nos conte como ajudou a urbanizar a atual vila de Lumiar?
DS: - Mais tarde, como as terra de minha família estavam situada onde hoje é o centro de Lumiar, como já falei, inclusive o chamado “Casarão de Lumiar”, em frente á Praça central da localidade, a Praça Carlos Maria Marchon, resolvemos dividir os nossos terrenos nos entornos desta praça em lotes, prevendo a construção de praças e ruas, esta todas em linhas retas, para instalar a maioria dos espaços públicos e vias de circulação calçadas hoje existente. Era o inicio da década de 60 do século passado.
JS: - Como se tornou político partidário e fez história como um importante político no município de Nova Friburgo?
DP:- Meu pai já era vereador pelo município de Nova Friburgo e foi eleito por três mandatos consecutivos. Em 1967 me candidatei ao cargo e foi reeleito para seis mandatos, também consecutivos. Na época que me candidatei já tinha uma boa consciência da responsabilidade do cargo e uma visão clara das medidas a implantar necessárias para desenvolver a nossa região. Representei nestes mandatos os interesses, não só do município, mas principalmente do 5º distrito, que na época era todo o território do atual 5º distrito (Lumiar) e o 7º distrito (São Pedro da Serra). Conseguimos alguns avanços. Quem me preparou para a vida publica foi a experiência de meu pai como político, a educação que minha mãe me deu e também Heródoto Bento de Mello que já participava do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o futuro Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ao qual também me engajei.
JS: - Com sua experiência e a sabedoria adquirida ao longo de sua vida como cidadão e político, como vê o atual momento político nacional?
DP: - Apesar de minha idade tenho informação e uma visão clara do momento. Todo o cidadão que queira ingressar na militância política partidária e se candidatar a algum cargo eletivo, terá que ter a certeza de que pode ser eleito e desempenhar um bom serviço para o bem coletivo, mas terá que se capacitar antes, ter a consciência, vontade, inteligência e honestamente e o idealismo de ser capaz de satisfatoriamente desempenhar a função para o qual o eleitor lhe delegou a responsabilidade. Não se deixar corromper no exercício de seu mandato. Se manter integro. Este cidadão deve se filiar, com essa vocação e determinação, a um bom partido e o partido o encaminhar ao referendo popular.
A má imagem que muitos fazem da vida política partidária e dos políticos em geral tem fundamento, com grandes e louváveis exceções. Este mundo de “lama” e maus exemplos que nos surpreendem constantemente, principalmente agora, vindo de Brasília, são essencialmente, é um reflexo do agravamento dos problemas sociais que o voto do cidadão não conseguiu resolver. Tudo isso é conseqüência de uma enorme crise moral e ética transitória de nossa sociedade, fruto da desestruturação dos núcleos formadores desta sociedade, a família, dos casais.
Se hoje a sociedade não vê fácil solução para resolver seus principais problemas é porque restaram poucas famílias, poucos casais vem estruturados que podem dar bons frutos para a melhor solução. Todos temos e continuaremos a ter parcela de responsabilidade nisso, maior responsabilidade para os que compõem a “elite” e dos atuais políticos que nos governaram no passado como os têm ainda mandato para governar o nosso país.
Nestas próximas eleições poderemos adensar boas soluções para os nossos principais problemas. A responsabilidade continuará nossa como eleitor dessa solução. Que Deus nos ajude.











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