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Getúlio Vargas

Sexta parte – Senador e Presidente da República

Em dezembro de 1946, Getúlio rompeu o silêncio a que se impusera e se declarou em oposição ao governo. Comparecendo às sessões do Senado, fez a defesa da sua vida pública e da sua longa permanência no governo. Participou, também, de alguns comícios, atribuindo o golpe que o depusera a uma manobra dos “agentes da finança internacional”.
Durante o ano de 1947 ativou sua participação na campanha eleitoral, apoiando os candidatos do Partido Socialista Democrático (PSD). para os governos estaduais e os do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para as assembléias. Criticou, no Senado, ainda nesse ano a política de Dutra.
Em 1950, candidatou-se à presidência da república pelo PTB e pelo Partido Social Progressista (PSP), tendo como companheiro de chapa João Café Filho. Seus adversários foram Cristiano Machado, pelo PSD e o brigadeiro Eduardo Gomes, pela União Democrática Nacional (UDN) Getúlio foi sufragado com 3.849.040 votos, correspondentes a 48,7% do eleitorado.
A oposição tentou impedir-lhe a posse, mas o Supremo Tribunal Federal reconheceu a sua vitória. Desde os primeiros dias do seu governo, a oposição iniciou campanha contra o governo. Em junho de 1953, Getúlio designou João Goulart para o Ministério do Trabalho, dando-lhe como principal missão estabelecer contato mais estreito entre o governo e os trabalhadores. A nomeação causou profundas desconfianças nos círculos militares, políticos e empresariais. Toda a campanha contra o governo voltou-se sobre a pessoa do Ministro do Trabalho, acusado de pretender aumentar o salário mínimo em 100%.
Em 8 de fevereiro de 1954, foi entregue ao Ministro da Guerra um manifesto assinado por 48 coronéis e 39 tenentes-coronéis, o qual exprimia o profundo descontentamento reinante nas forças armadas em relação ao governo. Getúlio procurou controlar a situação substituindo o Ministro da Guerra pelo General Zenóbio da Costa e demitindo João Goulart.
Em 1º de maio foi anunciado um aumento de 100% do salário-mínimo aos trabalhadores. A oposição, em represália, intensificou a sua campanha, denunciando o aumento salarial como inflacionário e demagógico. Em meados de 1954, foi apresentado ao Congresso pedido de “impeachment” do presidente, malogrado.

- Escritor 
mourise@gigalink.com.br

* JSO – 10 de março de 2007





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