Jornal SERRANO Online - São Pedro da Serra - Lumiar -  Nova Friburgo -  Rio de Janeiro - Brasil
Entre em contato com o Jornal SERRANO online - mail:oiserrano@oi.com.br



Últimas Notícias
Editorial
Mundo
Brasil
Rio de Janeiro
Nova Friburgo
Lumiar
São Pedro da Serra

Eleições 2008
Economia
Turismo
Ciência
Meio Ambiente
Educação
Esportes
Arte e Lazer
Especial









Mundo

ONU deveria coordenar ajuda ao Haiti

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse que a ajuda ao Haiti deve ser coordenada pela ONU na Conferência Sobre a Reconstrução do Haiti em Montreal no Canadá.
- "As Nações Unidas são a moldura que dá a necessária legitimidade ao conjunto de esforços internacionais em favor dos haitianos. A ajuda ao país pode e deve ser coordenada pelas Nações Unidas, com base em mandatos claros e adaptados às circunstâncias, que conciliem as dimensões de segurança e desenvolvimento.", acrescentou o ministro.
Celso Amorim também afirmou que a ajuda internacional deve responder às prioridades do povo e do governo haitiano.
- "Não estamos aqui para substituir as autoridades legítimas do Haiti.", disse.
Durante o encontro, o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse que seu país tem condições de liderar o trabalho de reconstrução.
- "O governo haitiano está trabalhando em condições precárias, mas pode fornecer a liderança que as pessoas esperam.", disse Bellerive.

Conferência

Jean-Max Bellerive - Foto: divulgação
Primeiro-ministro haitiano Jean-Max Bellerive discursa na Conferência em Montreal

O encontro no Canadá reuniu os ministros do Exterior e delegados de 20 países doadores, além de representantes da ONU, do FMI e do Banco Mundial, e discutiu também os esforços de ajuda às vítimas do terremoto que devastou o Haiti. Participou também da conferência a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Estimativas indicam que o número total de mortos em todo o país pode superar 200 mil.
Patrick Delatour, ministro do Turismo do Haiti, pediu US$ 3 bilhões que seria destinado para a reconstrução da capital Porto Príncipe, severamente destruída pelo terremoto, o país e ajuda imediato ás vitimas.
Delatour foi designado pelo presidente haitiano, René Préval, para avaliar os danos do terremoto e preparar um plano de reconstrução após a tragédia. Segundo o ministro, o Haiti pretende utilizar US$ 2 bilhões para construir moradias para os 200 mil desabrigados pela tragédia e US$ 1 bilhão para reconstruir os ministérios governamentais e a infraestrutura local, incluindo aprimorar o porto e os três aeroportos internacionais do país.
O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, acrescentou que seu país está em condições de liderar o trabalho de reconstrução.
- "O governo haitiano está trabalhando em condições precárias, mas pode fornecer a liderança que as pessoas esperam", disse Bellerive.
Segundo Bellerive, a reconstrução deveria servir para continuar "recolocar o país na via do desenvolvimento".
Na conferência de Montreal, Bellerive ressaltou que será necessário um esforço "colossal" para reerguer o Haiti, e pediu o "apoio maciço" da comunidade internacional.
Por sua vez, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, disse que serão necessários pelo menos dez anos para reconstruir o país. Segundo o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, anfitrião do encontro em Montréal, o trabalho de reconstrução do Haiti deve levar pelo menos 10 anos. O ministro do Exterior do Canadá, Lawrence Cannon, disse que seria discutida em Montreal a realização de uma conferência mais ampla sobre a reconstrução haitiana.
Ao final da reunião, foi definida a realização de uma conferência de doadores em março, liderada pelos EUA na sede da ONU em Nova York, para discutir mais detalhadamente questões relacionadas à reconstrução do país e definições sobre a ajuda financeira.

Dívidas

A ONG britânica Oxfam pediu à comunidade internacional que cancele as dívidas do Haiti. Segundo a Oxfam, o país deve US$ 900 milhões a Nações Unidas, Banco Mundial e outros vários países.
O Banco Mundial já anunciou que está abrindo mão do pagamento de dívidas do Haiti pelos próximos cinco anos e que está estudando cancelar o restante do débito.
O Clube de Paris, governos credores, que inclui Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha, pediu a outras nações que sigam o seu exemplo e cancelem a dívida do Haiti. Venezuela e Taiwan estão entre os maiores credores do país.

Perspectivas

- “Porto Principe tem de se reerguer como cidade e como capital de um país que já estava devastado pela corrupção, a deficiência de infraestruturas e a pobreza endémica. Todos os serviços administrativos e financeiros estavam concentrados em Porto Principe. É preciso reconstruir, apesar de grande parte da clásse média e profissionalizada preferir partir para outros paises após a tragedia.”, disse um observador presente em Montreal.
Não é o caso da família Fritz Mevs, uma das mais ricas do país. O empresário perdeu muito com o terremoto e aprendeu uma lição de humildade. Prometeu utilizar os próprios recursos para ajudar a reconstruir o país. E com um certo humor, afirmou que o terramoto não escolheu bairros de pobres ou ricos.
- “O terremoto não escolheu pessoas, pessoas que estavam na rua trabalhando assim como, pessoas ricas que estavam em suas mansões, ficaram sem suas casas e sem lugar para onde ir. Dizem que este foi o terramoto mais democrático na história do Haiti.”, disse Fritz Mevs.
Mas nem todos aceitam a lógica de Ftriz. Muitos que têm alguns recursos financeiros partem e, com eles, grande parte dos capitais e as competências tão necessários para a reconstrução do país.
- “Ainda há falta de água e as epidemias não vão tardar. Não há médicos suficientes nem hospitais … espero que o país se reconstrua e depois, então, regresso.”, afirmou uma haitiana classe média ao partir do país.
Para os que ficam, tudo é urgente. Há 610 mil refugiados em cerca de 508 campos. Só seis têm água potável e ainda faltam mais de 100 mil tentas para abrigar as restantes pessoas das classes mais pobres.
É necessário reconstruir 50 por cento das casas nas cidades de Porto Principe, Leogane e Jacmel. A primeira reunião internacional em Montreal sobre a reconstrução da ilha concluiu que são necessários milhões de dólares nos próximos anos, para isso, foi abordada a criação de uma tutela internacional das Nações Unidas.
- “Porque, depois da urgência de salvar, hidratar e alimentar os desabrigados, ainda é necessário reconstruir e reflorestar a ilha para que tenha a possibilidade de se auto-sustentar no longo prazo.”, comentou um jornalista no encerramento da confêrencia.

- Com Agencias Internacionais
- JSO: 25 de janeiro de 2010

Comente esta matéria

Visite Lumiar e São Pedo da Serra Como Chegar
Onde se Hospedar
Onde Comer
Onde Comprar
Como Vender
Entre em contato com o Jornal SERRANO online Todo o mundo vê







PARTICIPE
- Comente as noticias publicadas. Flagre, reporte e envie mais notícias. Critique, ou dê sua opinião sobre assuntos de seu interesse ou preferência. Envie textos, fotos ou imagens. Avaliadas serão publicadas
AJUDA - ENTRE EM CONTATO -
EXPEDIENTE - POLITICA DE PRIVACIDADE
Jornal SERRANO online - Rio de Janeiro - Brasil
Copyright © 2004 - 2010 - Webmaster Steve Redditt - Desenvolvimento Carlos Pinto - All Rights Reserved
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo do Jornal SERRANO online sem autorização dos autores