Breve em São Pedro da Serra telefonia celular

Montagem fotográfica da localização da antena de telefonia celular
A telefonia celular já está disponível na região á mais de cinco anos, com a instalação de duas antenas de transmissão no centro urbano na vila de Lumiar, sede do 5º distrito do município de Nova Friburgo.
Distante apenas 4 km de Lumiar, São Pedro da Serra, logo em seguida seria contemplado com outra antena, já que pela configuração geográfica montanhosa acidentada da região, seus sinais não cobrem a vila sede do 7º distrito e região.
Nessa ocasião, assustados pela propagação mal intencionada de um pequeno grupo de moradores familiares, próximos ao local de sua instalação, pedem e o Ministério Publica emite liminar embargando a sua instalação já quase no final de sua implantação.
Após esse período a maioria da população de São Pedro da Serra e os seus visitantes lutaram contra a provocação de mais uma exclusão. (ver considerações abaixo). São Pedro da Serra terá, possivelmente antes da Festa de São Pedro em 29 de junho, como os seus habitantes e visitantes usarem seus celulares individuais localmente, graças à torre de transmissão de telefonia celular já em operação.

Base e acesso da estação transmissora em fase final de acabamento
Recontratada pela empresa Vivo, a Clemar Engenharia, empresa especializada sediada em Florianópolis-SC ultima a instalação de moderno sistema de transmissão dessa tecnologia que a cada dia tem batido recordes de expansão e utilização, em todo o território brasileiro e no mundo.
Para a população local, ficou claro, que a telefonia celular é mais um dos itens que a encere na modernidade, após quase 200 anos de isolamento. São Pedro da Serra teve um grande acréscimo de população com pronunciado desenvolvimento sócio-econômico a partir do ano de 2000, passando de cerca de 600 habitantes permanentes para mais de 2.000. A região é hoje considerada um dos principais atrativos do eco-turismo fluminense e mantém espírito para qualificar e continuar investimento em programas auto-sustentáveis de desenvolvimento dessa fonte de desenvolvimento e rendas, vocação natural de toda a região.

Empresa montadora já locou componentes da antena para instalação
Telefonia móvel, compreende-se hoje como um beneficio de avanço tecnológico de auto comunicação multimídia instantânea portátil que possibilita interação, com o resto do mundo, em caso de simples comunicação e notificação interpessoal e de negócios, até como aparelho utilizado por equipes das forças armadas, policias e equipes de avaliação de situação e salvatagem de emergências e socorros, tanto individuais
como coletivas.

Naim Pedro e Carlos Pinto no local de instalação da antena celular
É hoje a tecnologia que mais se expande no mundo. Estimado pela Agencia Nacional de Telecomunicações (Anatel) que divulgou que o número de assinantes cresceu mais de 22% nos últimos meses, quando no Brasil, período de fevereiro de 2007 a janeiro de 2008, mais de 23 milhões de novos usuários aderiram ao sistema de comunicação digital móvel. Perfazendo, atualmente, mais de 130 milhões de celulares registrados no Brasil, mais de 60% da população nacional. Contra o declínio da utilização da telefonia fixa analógica que cada vez mais migra para a telefonia digital móvel.
O embargo a sua instalação
Na ocasião uma minoria de cerca de 40 moradores familiares da proximidade de sua localização impediram a continuação de sua instalação em São Pedro da Serra provocando através do Ministério Publico (MP) liminar de embargo à continuação de sua instalação.
Um dos motivos alegados foi que contrariava dispositivos de lei municipal que restringia instalação de transmissão e recepção dos campos de radiofreqüência a menos de 300 metros de aglomerados humanos permanentes. Outras hipóteses levantadas na ocasião, além do cuidado que o Ministério Público teve orientando seu embargo pela precaução, já que existiam "controvérsias científicas importantes" quanto aos efeitos da radiação na saúde humana, era uma mera disputa pela sua localização em função dos lucros e benfeitorias obtidos pelo arrendamento do proprietário do terreno para a sua instalação.
O Jornal SERRANO online, na ocasião, deflagrou junto com um grupo de moradores, entre eles Naim Pedro, líder comunitário local, campanha de esclarecimento e provocação da revisão da lei e da proposta de instalação.
Foi procurado na ocasião o secretário de Meio Ambiente municipal, Roberto Viana e o então presidente da Câmara Municipal de Nova Friburgo (CMNF), atual Deputado Estadual Rogério Cabral, que providenciaram estudo cientifico e pesquisa legal que embasasse a revisão na lei municipal, defasada da compreensão cientifica mais atualizada do problema dos efeitos negativos da radiação à saúde humana.
Em 22 de janeiro de 2007, a CMNF, o vereador Sérgio Xavier, presidente da CMNF, promulgou Lei Municipal de autoria dos vereadores Marcelo Verly, Rogério Cabral e Vanor Cosme, entre outros, que dispõe sobre novas diretrizes para instalações de suporte para antenas transmissoras de telefonia celular de recepção móvel e de instalações de rádio-base por transmissão de radiação eletromagnética no município de Nova Friburgo, logo em seguida sancionada pela prefeita Saudade Braga e em vigor.
Esta lei tem embasamento em estudos e pareceres da Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde que é favorável ao projeto que regulamenta a instalação de torres de telefonia celular. A orientação considerou o fato das medições de radiação na região de instalação não devem ser feitas separadamente, considerando cada uma das fontes emissoras. O correto, segundo o parecer, tendo em vista a saúde da população, é a medição da soma do total das radiações presentes em determinado ponto, considerando aquelas propagadas por sinais de Rádio e TV, torres de celular e linhas de transmissão, entre outras fontes irradiadoras criadas e naturais.
Outros estudos dizem: Torres de celular são inofensivas à saúde humana
Estudo inglês da Universidade de Essex diz que torres de telefonia celular são inofensivas à saúde humana.
As torres de telefonia celular, vistas como responsáveis por problemas que variam de dores de cabeça ao câncer, não têm efeitos de curto prazo sobre a saúde humana, de acordo com o estudo britânico.
Cientistas independentes da Universidade de Essex divulgaram um dos maiores estudos para determinar se sintomas como tensão, ansiedade e cansaço podem ser vinculados às antenas de telefonia móvel que transmitem sinais convencionais de segunda geração (2G) e sinais de terceira geração (3G), de freqüência mais alta.
A equipe de cientistas testou 44 pessoas que já tinham informado sintomas de sensibilidade à tecnologia de telefonia móvel e 114 pessoas que não haviam reportado qualquer problema de saúde, em um laboratório especialmente projetado.
De acordo com o estudo, o batimento cardíaco, pressão arterial e condutividade cutânea, considerada como bom indicador da resposta fisiológica ao estresse ambiental, os participantes não sofreram alterações quando uma torre celular era ligada ou desligada.
- "É evidente que os indivíduos sensíveis podem sofrer sintomas reais, e por vezes apresentam baixa qualidade de vida. É importante determinar, agora, que outros fatores poderiam estar causando esses sintomas, de modo que pesquisas apropriadas e estratégias de prevenção e tratamento possam ser desenvolvidas.", disse a professora Elaine Fox, a pesquisadora que comandou o estudo de três anos.
Cientistas de todo o mundo há 60 anos vêm monitorando os efeitos sobre a saúde dos campos de radiofreqüência (RF) gerados por aparelhos como celulares, controles remotos de televisão, sistemas de segurança e outros aparelhos geradores de RF sem fio.
David Coggon, professor de medicina ocupacional e ambiental da Universidade de Southampton, diz que o mais recente estudo é consistente com outras pesquisas que sugerem que a chamada "eletro-sensitividade" de algumas pessoas é mais psicológica e não um efeito tóxico das ondas de rádio, na maioria dos casos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem informado que análises conduzidas até agora mostraram que a exposição a baixas freqüências de rádio não produz qualquer efeito adverso conhecido à saúde humana.
- JSO: 29 de maio de 2008